quinta-feira, 4 de julho de 2019

O que aprendi com o silêncio | Márcia Baja



Vale muito a pena assistir esse vídeo dessa senhora.

Segue alguns trechos:

“A prática da meditação, se a olharmos em sua essência, é só isso: descanse disso que você acha que é, para você ser quem realmente é. Solte, solte, relaxe, descanse. A prática da meditação é só isso: deixa cair tudo aquilo que não é, para que aquilo que é -> brilhe.”

“Quando falamos em liberdade dentro de uma relação, se isso não vier dessa prática de autoconhecimento, em que nós damos conta de nós mesmos, isso vai ser impossível. Isso não é um acordo entre nós, isso é um trabalho de cada um. O casal precisa fazer isso — seja casal, amigo, familiares, seja qual for a relação. Não podemos nem esperar que o outro esteja fazendo isso porque talvez ele não esteja nesse ponto.

Se queremos encontrar algum nível de plenitude, de alegria, de realização dentro das relações, precisamos primeiro passar por esse trabalho interno — no qual nós conseguimos dar conta de nossas emoções, entendemos nossa mente (como é que ela cria nossa experiência das pessoas, da realidade…), porque aí vamos entender o que estamos fazendo.”


“...... Quando eu busco amor, é porque eu não tenho amor. Quando eu busco atenção, é porque estou carente, não estou encontrando as minhas riquezas. Se eu estou agarrando o outro, é porque eu me sinto só.

Então precisamos penetrar nessas regiões escuras da nossa carência, da nossa solidão, dos nossos desejos, dos nossos medos todos… e iluminar isso para que a gente não jogue isso em cima do outro, quando o encontrar. Senão o que vai acontecer é isso: a gente encontra o outro e a gente não tem qualidades e espaço para oferecer, mas eu tenho uma maletinha horrível. Eu vou jogar em cima do outro exatamente isso: a minha solidão, o meu desespero, o meu apego, a minha chatice. […] Daqui a pouco a relação acaba e a gente não sabe nem por quê, mas por isso: como eu não conheço os meus conteúdos internos e eu não sei trabalhá-los, é isso que eu vou jogar em cima do outro.

A meditação, o silêncio vão nos dar esse apoio. Quanto mais eu conhecer a mim mesma, mais eu vou entender o outro também. Eu vou entender quando o outro fizer cara feia pra mim, eu vou entender quando o outro quiser ficar sozinho, eu vou entender quando o outro ficar com ciúmes. Porque eu entendo o que é isso. Se eu estou nesse processo de autoconhecimento, eu sei que isso é difícil, eu sei que o outro também vai tentar e vai errar e às vezes vai acertar… Quanto mais eu conhecer a mim mesma, mais capaz eu sou de me relacionar com o outro, de cuidar com o outro, de ter paciência com o outro.”


“A meditação é isso: você recua e olha as coisas, simplesmente olha. Você deixa seus olhos livres de qualquer coisa que você possa pensar sobre aquilo, qualquer coisa que você possa avaliar. Não avalie mais nada. Olhe como quem está chegando pela primeira vez naquele lugar, como você não trabalhasse ali, como se fosse um visitante, um alienígena, uma criança.”

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