terça-feira, 22 de julho de 2025

Meu eu poético

 

Me disseram que amor é encontro.
Mas eu insisto em amar desencontros.
Eu beijo a esperança na boca,
mesmo que ela me empurre com delicadeza.

Talvez amar, pra mim, ainda seja um campo de prova.
Onde só vale se doer um pouco,
onde só vale se for difícil.

Faço poesia onde só existe silêncio.

Mas hoje eu paro.
Respiro.
E pergunto devagar:
— E se o amor não for isso que me falta?
— E se o amor for aquilo que me acolhe, mesmo quando eu paro de correr?

Mesmo que o coração, teimoso, ainda goste de labirintos.
Mesmo que o silêncio ainda tenha gosto de promessa.
Mesmo que meu coração ainda tropece nos antigos caminhos.

Eu sigo.
Eu corro.
Um dia eu chego no aconchego.

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